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COPA 2014

Do Gama à Copa de 2014

Semente do favorito Mano Menezes começou a ser plantada no velho Estádio Bezerrão, na Série B de 2005. Enquanto a CBF não anuncia o sucessor de Dunga, saiba quem pode atravessar o negócio

Marcos Paulo Lima - Correio Braziliense

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Publicação:

22/07/2010 09:02

Cadu Gomes/CB/D.A Press
Mano Menezes comanda treino do Grêmio antes de duelo com o Gama, em 2005
O Estádio Bezerrão ainda caía aos pedaços em 23 de abril de 2005, quando o técnico Luiz Antônio Venker Menezes pisou no gramado para comandar pela primeira vez um clube de ponta do futebol brasileiro. Com trabalhos surpreendentes no interior do Rio Grande do Sul, à frente do Guarani de Venâncio Aires, do Brasil de Pelotas e do 15 de Novembro de Campo Bom, o gaúcho de Passo do Sobrado assumia oficialmente, naquela noite de sábado, a missão de devolver o rebaixado Grêmio à Série A. Mas não teve a ajuda do Gama. O alviverde derrotou o tricolor gaúcho por 2 x 1, na abertura da Série B, e ampliou a crise no adversário. Dias antes, o uruguaio Hugo de León tinha sido demitido.

Após a derrota, em um hotel de Brasília, Mano Menezes começou a mostrar ao Brasil as suas habilidades. Calmo, sereno e tranquilo, o técnico recorreu ao diálogo para moldar o Grêmio ao seu projeto. Reuniu-se com a diretoria, pediu reforços dentro da realidade financeira do clube e construiu literalmente um elenco de cinema. A história da conquista da segunda divisão, conhecida como Batalha dos Aflitos, virou filme e revelou seu "diretor" como um dos futuros candidatos a técnico da Seleção. O título gaúcho e o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2006 aceleraram a evolução, mas o vice-campeonato na Libertadores de 2007 foi definitiva para a conquista definitiva do respeito.

Respeito referendado em dezembro de 2007 pelo presidente do Corinthians, Andres Sanches, dias depois do rebaixamento do Timão para a Série B do Campeonato Brasileiro, diante do Grêmio, de Mano Menezes, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Convidado para reeguer um gigante do futebol nacional, o técnico arriscou um passo atrás para dar dois à frente, e sem querer achou mais do que um atalho, um forte aliado para um projeto pessoal até então distante de chegar à Seleção.

Em dois anos de trabalho, Mano Menezes levou o Corinthians de volta à Série A do Brasileiro, foi vice da Copa do Brasil em um ano e campeão no outro, levou o alvinegro ao título paulista invicto, gerenciou com diplomacia, sabedoria e habilidade o relacionamento com as estrelas Ronaldo e Roberto Carlos, e deu uma baita sorte de ter o patrão escolhido para ser o chefe da delegação da Seleção Brasileira na África do Sul. Ciente do encerramento do contrato de Dunga com a CBF após a Copa do Mundo, Andres Sanches virou uma espécie de "vuvuzela" no ouvido do presidente Ricardo Teixeira. Soprou tanto no ouvido do dirigente que pelo menos conseguiu emplacar seu pupilo na mídia como favorito.

Pacote completo

O lobby cresceu, ganhou repercussão com a dificuldade de Ricardo Teixeira de fechar com seu nome predileto, Luiz Felipe Scolari, e obrigou Mano Menezes, Andres Sanches e a CBF a tirar o pé do acelerador para evitar atropelos antes da assinatura do contrato. "O anúncio deve ser na sexta e, se tudo der certo, na segunda será o pacote todo: apresentação do treinador e convocação para o amistoso", despistou ontem, em São Paulo, o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva.

Independentemente do nome do novo técnico, ele deverá apresentar a lista de 22 convocados nesta segunda-feira, 15 dias antes do amistoso contra os Estados Unidos, no New Meadwolands Stadium, em New Jersey, no início do ciclo para a Copa de 2014, no Brasil. Até o fim do ano, a CBF tem pelo menos mais quatro duelos agendados. A primeira das duas competições oficiais da Seleção antes do Mundial será em 2011 - a Copa América, na Argentina, a partir de 3 de julho. Dois anos depois, o Brasil receberá a Copa das Confederações, último teste antes da 20ª edição do Mundial.

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