
Vagner Vargas - Correio Braziliense

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21/07/2010 08:41
O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, assinou ontem o contrato com o Consórcio Copa 2014, responsável pelas obras que vão transformar o Mané Garrincha no Estádio Nacional de Brasília. As vencedoras da licitação foram a Andrade Gutierrez e a Via Engenharia. O valor do contrato é de R$ 696,65 milhões, R$ 6 milhões a menos do que o esperado na licitação. A expectativa é de que a arena esteja pronta em até 36 meses, a tempo para a realização da Copa das Confederações.
Com a assinatura, a capital federal confirma que sai na frente das outras sedes para receber a abertura do Mundial, já que foi a primeira cidade a assinar o contrato de reforma. No entanto, o governador Rogério Rosso admitiu que, ainda assim, não está no prazo. “O Distrito Federal está atrasado, é verdade, mas não existe outra cidade mais adiantada”, amenizou, aproveitando para promover a capital. “É um marco importante, que consolida Brasília não apenas como sede, mas como principal cidade dos jogos do Mundial.”
Também presente no evento, o coordenador do projeto de Brasília para a Copa, Sérgio Graça, avisou que a primeira parcela do pagamento das obras já está liberada. De acordo com ele, os primeiros R$ 80 milhões, que garantem o início dos trabalhos, estão disponíveis, mas o restante ainda não tem origem definida. “Vamos analisar se financeiramente é mais vantajoso usar todo o dinheiro do governo do DF ou se vale a pena usar o crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social”, informou, referindo-se ao teto de R$ 400 milhões que o BNDES tem para oferecer a cada arena.
Mudanças
Se o início das obras já está encaminhado, o Estádio Nacional de Brasília ainda deve sofrer alterações até sua conclusão. Isso porque o projeto atual não prevê o sistema de telecomunicações, que segundo o GDF precisa de uma definição da Federação Internacional de Futebol (Fifa) sobre qual tecnologia será utilizada. Porém, o principal obstáculo caso Brasília receba o primeiro jogo do Mundial será outro: a cobertura.
A Fifa exige que todos os lugares sejam cobertos na partida de abertura, coisa que o projeto atual também não inclui. Por isso, caso a capital federal seja eleita, o estádio precisará passar por alterações, que certamente vão elevar o custo das obras.
Teste
Um ano antes da realização da Copa do Mundo, o país-sede recebe a Copa das Confederações. É a introdução ao Mundial e a oportunidade de testar os estádios e a estrutura das cidades. Participam do torneio os campeões continentais (América do Sul, América do Norte, Europa, África, Ásia e Oceania), o atual campeão do mundo (Espanha) e os donos da casa (Brasil).
Criação de empregos
Os trabalhos no Mané Garrincha já estão em andamento. Há dois meses, 80 funcionários da Novacap, também responsável pela obra, fazem limpeza, demolição e remoção da parte que será extinta do estádio, como instalações elétricas, arquibancada e pista de atletismo.
Com a reforma do estádio e as melhorias na infraestrutura da capital federal para a Copa de 2014, o GDF acredita que serão gerados cinco mil empregos: 1,5 mil diretos e 3,5 mil indiretos. “O evento incrementará a economia da cidade e trará benefícios que se perpetuarão por várias gerações”, afirmou a vice-governadora, Ivelise Longhi.
E depois da Copa?
» Um dos maiores receios com relação à construção de um estádio tão moderno é o que vai ser feito dele após 2014. Sem times de massa na capital, que registram baixo público nos estádios, o temor geral é de que o local fique abandonado. No entanto, Rogério Rosso garantiu que isso não vai acontecer. “Várias empresas procuraram o GDF para fechar calendário de eventos para os próximos anos”, argumentou.
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