O problema dos aeroportos brasileiros, pensando na Copa de 2014, não é só de incapacidade física para atender bem a tantas pessoas. É também de organização.
Sempre que chego a São Paulo, do exterior, em conexão para Belo Horizonte, nunca sei em qual das duas cidades devo retirar minha mala e mostrar meu passaporte à Polícia Federal. Cada vez é de um jeito. Às vezes, tenho de mostrar o passaporte nas duas cidades. As informações no exterior, onde embarco, são geralmente diferentes das do Brasil.
Na Europa, José Mourinho está com tudo e está prosa. O Real Madrid, dirigido pelo técnico português, vence e dá espetáculo. Os torcedores do Real e do Barcelona querem as duas coisas. No Brasil, basta vencer, mesmo jogando mal, para a maioria dos treinadores, torcedores e jornalistas achar uma maravilha.
Estão empobrecendo o futebol brasileiro, agravado por tantos pênaltis mal marcados, com o apoio corporativista de ex-árbitros comentaristas.
A imprensa da Europa deu muito destaque ao resultado de um trabalho feito por uma universidade da Alemanha, de que os jogadores alemães atuaram dopados na final da Copa de 1954, contra a Hungria. Se for verdade, não será surpresa. O doping era muito mais frequente que hoje, no Brasil e em todo o mundo, já que não havia exames para detectá-lo.
Há vários tipos de infrações e condutas antiéticas no esporte que precisam ser avaliadas separadamente. O doping é uma infração grave.
Quando um time perde um jogo de propósito para enfrentar, em seguida, um adversário mais fácil, com o objetivo de ser campeão, fato comum no esporte, a equipe e o atleta, racionalmente, em suas visões competitivas, estariam certos e teriam direito legal de fazer isso. Mas é antiético. A ética tem de estar acima da razão.
Uma coisa interessante que vi em Bologna, na Itália, uma belíssima e antiga cidade, foram os debates na praça principal. Alguém subia em um banquinho e falava o que quisesse. Outro retrucava, e um grande número de pessoas participava da discussão, sem brigas nem confusões. Em Curitiba, na Boca Maldita, havia algo parecido, que ainda não sei se ainda existe. Senti-me como se estivesse em outro mundo, outra época, quando os filósofos iam para as ruas debater suas ideias. Muito melhor que ver hoje pela TV, na época das eleições, tantas discussões enganosas e dissimuladas.
Quando um time perde um jogo de propósito para enfrentar, em seguida, um adversário mais fácil, com o objetivo de ser campeão, fato comum no esporte, a equipe e o atleta, racionalmente, em suas visões competitivas, estariam certos e teriam direito legal de fazer isso. Mas é antiético. A ética tem de estar acima da razão.
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Olá Diário dos Associados
Comentário
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(4) comentário(s)
Autor:
Guilherme Caldeira
Tostão, seus comentários são excelentes, você foge do lugar comum, onde a grande maioria dos comentaristas são só torcedores. É uma pena para o esporte que o que mande seja o lucro.
Autor:
antonio trombini
Eu acho mais interessante comentar sobre o campeonato brasileiro,que está chegando ma reta final com os tres times que estão na frente lutando para ser campeão do que falar de campeonato europeu,principalmente nós mineiros que temos que engolir a imprensa elogiando times de SP/RIO.tenha paciência .
Autor:
Ivan Castro Aguiar
Arbitragem no Brasil, devia ser profissionail Arbitro sem outra atividade p/seu sustento Profissional em tempo integral para aperfeiçoamento. Mais chance ao "jogo de corpo" apitando menos faltas. Bola na mão,não interessa a intenção,na área,é penalty.Fica menor a margem de "interpretações"safadas.
Autor:
Edson Nascimento
Tudo bem, Dr. Eduardo Gonçalves de Andrade, mas vamos voltar ao nosso esporte bretão.
Em 2007, 2008 e 2009 o Cruzeiro dependia só de seu futebol, prá ser campeão brasileiro, não conseguiu, agora em 2010 têve e ainda esta tendo a mesma chance e não sabe aproveitar; o que você acha disso.
Edson Dias/BH
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