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Fluminense

Abel Braga desabafa e diz que não é refém do Fluminense

Treinador questiona se vale a pena ser tão pressionado por trabalhar em grandes clubes

Vinicius Andrade - Super Rádio Tupi

Marcos Martins - Super Rádio Tupi

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Publicação:

29/08/2011 14:28

 

Atualização:

29/08/2011 15:37

Nesta segunda-feira, na esteira do caso do treinador do Vasco, Ricardo Gomes, o técnico Abel Braga resolveu desabafar. Após ver seu companheiro de profissão ficar entre a vida e a morte, depois de sofrer um AVE (acidente vascular encefálico), o profissional do tricolor admitiu que a vida estressante de quem trabalha nos grandes clubes do futebol brasileiro, apesar da excelente remuneração que recebem, nem sempre vale a pena.

“Eu fico me questionando todo dia se vale a pena, mas o mais importante disso tudo é saber que você sabe fazer, sabe fazer bem feito e procura fazer bem feito. Mas nem sempre depende só de você, nem sempre ocorre da maneira que queremos. No final de cada jogo, um vai sair mais chateado, mais pressionado”, revelou o comandante do atual campeão brasileiro, que continuou o raciocínio, abriu o jogo e deixou claro: se o time não começar a vencer, sua saída será iminente.

“Me foi levantada essa questão depois do jogo contra o Botafogo. Eu ia falar sobre uma situação, achava que não devia, mas agora vou colocar. Realmente nosso momento não é bom. Quando houve a procura por mim, eu estava nos Emirados e falei: ‘não vou largar, vou cumprir meu contrato até o final’. E cumpri. Mas disse ao pessoal do Fluminense que eles tinham todo direito de romper a palavra, pelo momento, pela pressão, pela exigência... Mas o que me deixou surpreso foi o que eles me disseram na oportunidade. Eles tinham procurado cinco treinadores, e todos disseram ‘não’. Eu fiquei abismado. ‘Como um treinador pode dizer não ao Fluminense?’ Eu também perdi minhas férias e não admitia cinco treinadores terem dito ‘não’ a um clube como esse. Por isso eu vim e estou sofrendo. Mas eu também sofro e deixo de ser feliz até um determinado ponto, como tem que ser até determinado ponto que o clube deve aguardar por resultado. Por isso que digo que não fico refém de ninguém. Isso era só algo que eu acho que a direção tinha que ter falado, e não falou. Existem clubes e clubes, existem clubes que você deve estar sempre disponível’, finalizou Abelão.

Em busca do reencontro com a vitória, que não acontece desde o dia 17 de Agosto, quando derrotou o Figueirense por 3 a 0, no Engenhão, o Fluminense vai ao Morumbi, nesta quarta-feira, enfrentar o São Paulo.

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