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26/10/2010 08:33
jovane@osmelhoresdomundo.com
Domingo passado, o Vasco ganhava do Flamengo por
1 x 0. Até que Dedé entrou de carrinho e quase quebrou a perna de Willians. Palhaçada! Dedé foi expulso, e, pouco depois, o Flamengo fez o seu gol, o jogo terminou 1 x 1. Palhaçada! Pelo futebol apresentado e pela pancadaria que correu solta em campo, em vez de Pelé, a rodada do último fim de semana deveria se chamar "Rodada Dunga". No vestiário, Dedé disse que não é um jogador violento, dá umas botinadas de vez em quando, mas nada muito comprometedor.
Dedé é como aquele sujeito que toma 10 chopes por dia, mas diz que bebe apenas socialmente. Se Renato Aragão fosse o treinador do Vasco, Dedé já estaria fora do time há muito tempo. As diretorias de Vasco e Flamengo já disseram que até podem devolver o dinheiro dos ingressos ao torcedores devido ao baixo nível do espetáculo, mas desde que o processo no Procon pedindo a restituição do dinheiro seja lido pelo Tiririca. Palhaçada!
As diretorias dizem que toda a culpa pelo jogo ruim é do excelentíssimo senhor juiz. Eu gostaria de ser juiz de futebol, desde que pudesse apitar armado. Todo jogador acha que tem o direito de xingar e ameaçar o juiz. Dedé atentou contra a integridade física de Willians, foi corretamente expulso e com seus comparsas partiu para cima do juiz por se sentir injustiçado. Acho que assim como entra o carrinho maca em campo para carregar o jogador machucado, deveria entrar, também, o carrinho camburrão. Dedé faz uma falta violenta, é levado no camburãozinho. A mesma coisa aconteceu no jogo Santos e Grêmio Presidente Prudente de Barueri. Um sujeito deu um murro no jogador do Santos dentro da grande área, o juiz marcou pênalti e expulsou o sujeito, o que é a sua obrigação, e, por isso, quase apanhou dos jogadores prudentinos-baruerienses. O coitado do juiz ouviu um monte de barbaridades a respeito de sua mãe e sua esposa, além de levar vários empurrões. É mais seguro ser candidato a presidente da República, porque aí você é agredido, sim, mas por bolinhas de papel.
Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco nem o Capitão Nascimento vai ter coragem de apitar um jogo do Brasileirão. A verdade é que os cartões amarelo e vermelho não intimidam mais o jogador. Para coibir a violência dentro de campo, é preciso a adoção de penas alternativas, como, por exemplo:
» 1. O jogador que levar cartão amarelo no primeiro tempo deverá, no intervalo, repintar as linhas que marcam o campo.
» 2. O jogador que colocar a mão na bola atrapalhando uma jogada de gol do adversário ficará impedido de usar brinquinho na orelha por dois meses.
» 3. O jogador que for expulso deverá ficar no estádio após o jogo para ajudar na limpeza das arquibancadas.
» 4. O treinador que xingar o juiz deverá ser retirado do banco de reservas e colocado na arquibancada, onde deverá ajudar na venda de biscoitos e refrigerantes.
Com algumas dessas medidas, os árbitros passarão a ser respeitados, terão tranquilidade, e o nível da arbitragem vai melhorar. Se isso for feito, chegará o dia em que veremos o juiz e os bandeirinhas entrarem em campo cercados de crianças, com bebês nos braços. Essas crianças estarão todas vestidas como juizes para imitar os seus ídolos. Nesse dia, o trio de arbitragem irá ao centro do campo e, como fazem os jogadores de hoje, saudará as torcidas, que aplaudirão.
Rodada Pelé
O grande vencedor dessa última rodada do Brasileirão foi o Chelsea. Ao ver o medíocre Neymar perder mais um pênalti, o time de Londres comemorou a economia que fez por não contratá-lo. Não demora muito para Neymar estrear no Grêmio Presidente Prudente de Barueri.
Jovane Nunes escreve às terças-feiras no Super Esportes
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