
Felipe Seffrin - Correio Braziliense

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31/08/2010 09:05
São Paulo — Diretor de planejamento do Palmeiras e responsável pela construção da Arena Palestra, José Cyrillo Jr. batalha há quase dois anos para tirar do papel as obras de modernização do Palestra Itália. Com a experiência de quem enfrentou 36 comissões na prefeitura paulistana e aguarda o aval da 37ª e última para iniciar obras mais pesadas, ele vê com ceticismo a euforia corintiana.
Segundo Cyrillo, o plano alvinegro de começar a construção do seu estádio em janeiro de 2011, como anunciado, é irreal. "Em quatro meses eles não conseguem reunir todas as licenças. Se passassem muito rápido, ainda levariam no mínimo de oito meses a um ano", avalia.
O dirigente alviverde faz coro ao discurso do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. O dirigente levantou suspeitas sobre um provável favorecimento ao Corinthians, que teria facilidades para iniciar as suas obras visando a Copa do Mundo - algo que definitivamente não foi concedido ao Palmeiras.
"Eles (Corinthians) apresentaram apenas um estudo de arquitetura. O projeto técnico não existe, só um estudo de fachada, uma maquete. Talvez a confirmação de que a arena corintiana vai ser o estádio da cidade na Copa seja para botar uma pressão na máquina pública", suspeita Cyrillo. "E se anunciaram isso apenas para sossegar a opinião pública, estão prejudicando o São Paulo mais ainda. Estão desviando o foco e empurrando para a frente uma decisão fundamental", completou.
O responsável pela nova Arena Palestra afirma ainda que o fato de o projeto corintiano deixar em aberto a questão da capacidade - inicialmente seriam 48 mil pessoas, mas poderia ser ampliada para 70 mil - mantém o estádio palmeirense na disputa por jogos da Copa, exceto a abertura. "Eles têm que definir agora se vão concluir as duas fases do projeto e aumentar a capacidade. Se não for estádio para a abertura, somente para outros jogos, a Arena Palestra também tem condições de receber partidas até as quartas de final. Se não for para a abertura, o Palmeiras também está à disposição", avisou.
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Para conseguir finalmente iniciar as obras de modernização do Palestra Itália, o Palmeiras precisou de aprovação nas mais diversas comissões da prefeitura paulistana, desde a análise do projeto arquitetônico, condições de saneamento e destino de resíduos, impacto ambiental, impacto no entorno e vizinhança, questões de tráfego e fluxo de veículos e pessoas. "Não há uma legislação específica para a construção de praças esportivas. Você vai para diversas comissões que se reúnem uma vez por mês. Às vezes a pauta está cheia e a decisão fica para o outro mês. É um processo muito complexo", explica José Ciryllo Jr., responsável pela Arena Palestra.
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