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Vantagem do losango

Motores da Renault, fábrica que tem a forma geométrica como símbolo, dominam treinos da F-1 em Jerez com melhores voltas entre os modelos 2012 e maior quilometragem percorrida

Rodrigo Gini - Superesportes

Publicação:

11/02/2012 07:00

Melhor tempo dos quatro dias, Nico Rosberg (1min17s631) com a Mercedes de 2011. Melhor marca entre os novos carros, de Romain Grosjean, com a Lotus Renault (1min18s419). Se os resultados da primeira semana de treinos da pré-temporada do Mundial de F-1, em Jerez de la Frontera, devem ser encarados com cautela, já que é impossível afirmar as condições em que cada máquina entrou na pista da Andaluzia, é possível tirar as primeiras indicações e conclusões em relação ao campeonato. A promessa da Pirelli de diminuir a diferença de rendimento entre os compostos de pneus se confirmou: a própria fábrica estima que a diferença entre médios e macios ficou na casa dos quatro décimos de segundo, pouco menos da metade do registrado ano passado.

E o que chamou a atenção foi o desempenho das escuderias equipadas com os motores Renault. Os V8 da casa do losango não apenas foram os mais velozes, como lideram a classificação da quilometragem percorrida, um bom indício de resistência e competitividade. E o desempenho de uma equipe em especial chama a atenção. Se em 2011 começou da mesma forma sob a batuta de Robert Kubica, que se acidentaria em um rali na Itália no fim de fevereiro, a Lotus dá mostras de que, com Grosjean e Kimi Raikkonen e um projeto menos ousado que o antecessor, pode brigar constantemente pelo pódio.

O E20, novo carro do time de Enstone, foi o mais rápido sob o comando do francês (com pneus médios) e o que mais andou ao longo da semana: 402 voltas pelos 4.428m de Jerez, o equivalente à distância de quase sete GPs, sem o registro de problemas mais sérios. Em seguida vêm a Williams, que ainda não conseguiu uma melhor performance de seu FW34, mas mostrou ter um carro resistente e a Caterham (ex-Team Lotus), que ao menos por enquanto não consegue se aproximar das equipes do pelotão intermediário para brigar pelos pontos, objetivo declarado para a terceira temporada. Heikki Kovalainen chamou a atenção, no entanto, ao completar 139 voltas quarta-feira, mais do que dois GPs.

A melhor equipe com um motor concorrente foi a Toro Rosso, capaz de percorrer 316 voltas com o STR7. A McLaren se mostrou discreta, aparecendo no meio da lista tanto em termos de tempos de volta quanto de distância. A bicampeã Red Bull também parece ter escondido o jogo, optando por simulações de corrida e sequências com mais combustível no tanque, sem se preocupar com a velocidade. O que não parece ter sido o caso da Ferrari, ao menos ontem. Se o F2012 mostrou-se uma máquina de compreensão e acerto delicados nos primeiros dias, Fernando Alonso foi o mais rápido do último dia (1min18s877), com pneus macios e tanque praticamente vazio. Um resultado que ao menos aumentou a motivação para os treinos de Barcelona, a partir do dia 21. O espanhol admitiu que um dos principais problemas de 2011 – a dificuldade para aquecer os pneus rapidamente na a luta pela pole –aparece em grau bem menor.

SENNA
Bruno Senna completou ontem as mesmas 125 voltas da véspera e elogiou a resistência da nova Williams, depois dos problemas que limitaram o tempo de pista do venezuelano Pastor Maldonado no primeiro dia. “Testamos vários caminhos para o acerto do carro e descobrimos muito sobre ele. Estou satisfeito por ter começado o trabalho com a equipe de modo tão positivo.”

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