Mayra Aguiar se torna a primeira brasileira a liderar o ranking da Federação Internacional. Equipe olímpica já tem seis atletas e deve ganhar seis reforços em competição na Alemanha
Pela primeira vez na história do judô, uma brasileira se torna a primeira do ranking mundial. É a gaúcha Mayra Aguiar, de 21 anos, que no último final de semana conquistou a medalha de ouro da categoria Meio-pesado, no Grand Slam de Paris. A confirmação foi dada ontem, com a publicação do ranking atualizado pela Federação Internacional de Judô (FIJ).
O resultado lhe garantiu também, assim como os de outros cinco judocas brasileiros – Sarah Menezes, Érika Miranda (Minas Tênis), Rafaela Silva, Leandro Guilheiro e Rafael Silva –, carimbar o passaporte para os Jogos Olímpicos de Londres’2012. Das outras oito categorias, apenas em duas, nas meio-médio e médio feminina, as chances são pequenas. De acordo com o regulamento da ITJ, os 22 priomeiros colocados no ranking masculino e as 14 primeiras do feminino, desde que não sejam de um mesmo país, estarão classificados para os Jogos Olímpicos.
Mayra tem uma história peculiar, pois desde os 14 anos, por causa de seu tamanho avantajado, 1,78m de altura, já competia entre os adultos, na categoria médio. Sua estreia em competições internacionais se deu em Belo Horizonte, na etapa brasileira da Copa do Mundo, no ginásio do Marista Hall. Ela surpreendeu ao chegar às quartas de final.
Nos Jogos Pan-Americanos Rio’2007, o primeiro pódio internacional, prata na Médio. Depois disso, subiu de categoria. Foi para a Meio-pesado. Nessa, foi bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara’2011, e em campeonatos mundiais, foi prata em Tóquio’2010 e bronze em Paris’2011.
No último fim de semana, em Paris, não foi só Mayra quem fez bonito. O pesado Rafael Silva levou a prata, perdendo a final para o francês Teddy Riner, e Saraha Menezes levou o bronze. Já as classificações da meio-leve Érika Miranda, da leve Rafaela Silva e do meio-médio Leandro Guilheiro se deram apenas com a defesa de pontos da mesma competição no ano passado, o que não exigiu quem eles subissem ao pódio. Com os pontos somados, eles garantiram suas posições.
BRIGAS BOAS Em duas categorias no masculino, há disputa doméstica pela única vaga. Na Médio, o Brasil está muito próximo de ter a vaga, no entanto, não se pode prever qual será o judoca. Hugo Pessanha, do Minas, ultrapassou o já duas vezes medalhista olímpico Tiago Camilo. O minas-tenista é o quinto do ranking olímpico, com 920 pontos, enquanto Camilo é o 6º, com 886.
Na meio-pesado, Luciano Corrêa, do Minas, é o 15º, com 496 pontos, sendo ameaçado por Leonardo Leite, 17º, com 174. Nos dois casos, a definição se dará no GP de Dusseldorf, na Alemanha, penúltima chance, que acontecerá durante o carnaval. A última chance será no Pan-Americano de Montreal, no Canadá, em 30 de abril. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) definiu que a única vaga de cada categoria será de quem estiver na frente depois da competição alemã.
O ligeiro Felipe Kitadai, o meio-leve Leandro Cunha, o leve Bruno Mendonça, a pesado Maria Suelen Altheman têm boas chances de garantir a vaga em Dusseldorf e, como não têm nenhum outro judoca a ameçá-los, poderão somar pontos no Pan-Americano. Já a situação da meio-médio Mariana Silva (19ª do ranking mundial e 14ª do olímpico) e da médio Maria Portela (21ª do mundo e olímpica) é mais complicada. Ambas precisarão pensar em pódio em Dusseldorf para manter as chances.
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